Archive for Textos e Falas

Músicas Infantis

ESCRAVOS DE JÓ
 

Escravos de Jó
Jogavam cachangá 
Tira 
Bota
Deixa ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue zá

 

 
LÁ VEM O PATO
 
La vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato para ver o que é que há
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice 
Criou um galo
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela

 
COELHINHO
 
De olhos Vermelhos
De pêlo branquinho
Orelhas bem grandes
Eu sou o coelhinho
Sou muito assustado
Porém sou guloso
Por uma cenoura
Eu fico manhoso
Eu pulo pra frente
Eu pulo pra trás
Dou mil cambalhotas
Sou forte demais
Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Tão grande ela era
Fiquei barrigudo

A CASA
 
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela, não!
Porque na casa não tinha chão.
Ninguém podia fazer pipi,
Porque pinico não tinha ali.
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos
Numero zero.

 
A BARATA DIZ QUE TEM
 
A barata diz que tem
Sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ha ha ha, ho ho ho ela tem é uma só.
Ha ha ha, ho ho ho ela tem é uma só.
A barata diz que tem
Um sapato de fivela
É mentira da barata, o sapato é da irmã dela
Ha ha ha, ho ho ho o sapato é da irmã dela
Ha ha ha, ho ho ho o sapato é da irmã dela
A barata diz que usa
Só perfume da Avon
É mentira da barata, ela usa detefon
Ha ha ha, ho ho ho ela usa detefon
Ha ha ha, ho ho ho ela usa detefon

 
O CRAVO E A ROSA
 
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar.

 

 
CAPELINHA DE MELÃO
 
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda não!
Acordai, acordai, acordai João!

 
MARCHA SOLDADO
 
Marcha soldado
Cabeça de papel!
Quem não marchar direito
Vai preso pro quartel.
O quartel pegou fogo
A policia deu o sinal
Acode,acode, acode a bandeira nacional

 

 
A CANOA VIROU
 
A canoa virou  
Pois deixaram ela virar
Foi por causa da Maria
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava Maria
Do fundo do mar.
Siri pra cá
Siri pra lá
Maria é bela
E quer casar.

 

 
CIRANDA, CIRANDINHA
 
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me deste,
Era vidro e se quebrou,
O amor que tu me tinhas,
Era pouco e se acabou.
Por isso menina agora
Entre dentro dessa roda,
Diga um verso bem bonito,
Diga adeus e vá embora.

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Oração do Bebum 2

Para ficar melhor, faça como uma oração do padre mesmo, em Latim.

Pra que nossas esposas não morram viúvas;
Nem que nossos filhos sejam filhos de pais
viajantes;

Nem dos vizinhos mais próximos;
Salto de pulga carreira de lebre;
Que faz nois que nois não bebe;
Nois bebe;
Deus é pai e a cachaça vai;
Deus e nossa senhora das graças,
Transformai a represa de caldas,
Numa represa de cachaça;
Desce coisa ruim por este buraco sem fim;
Que aqui não encontrarás nem fígado, nem bosta, nem
rim;

Santa pinga que estais na roça;
Aguardente sem mistura;
Venha vós ao nosso reino;
Para ser bebida em qualquer boteco;
Assim como aqui o fazemos;
O pai nosso de cada dia;
Perdoai o dia que menos “bebeis”;
Assim como perdoamos o mal que vós nos fazeis;
Pé de pato bangalô treis veis;
E nos livrai-nos da rádio patrulha;
Amém!

Pai Nosso que estais no céu
Fazei a cana crescer
Com um inverno sadio
Pra ela amadurecer
Porque ela é saborosa
E dá cachaça gostosa
Pra todo mundo beber.
E santificai a cana
Porque ela é excelente
Venha a nós um copo cheio
Que bebo e fico contente
Na cachaça me confio
Se estou quente fico frio
Se estou frio fico quente.
E seja feita avontade
De quem bebe todo o dia
Na terra como no céu
Da boca, só bebo fria
A cachaça é o pão nosso
Ter prazer nem alegria.
E perdoai os pecados
De quem gosta de aguardente
Fazei que o dono da venda
Perdoe a conta da gente
Quem vive só embriagado
Merece saer perdoado
Para beber novamente.
E não nos deixe cair embriagados,
porém livrai-me de pagar tudo e da ressaca
também

Um pedido quero fazer
Durante enquanto eu viver
Não me falte a cachaça.
Amém

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Oração do Bebum

Para ficar melhor, faça como uma oração do padre mesmo, em Latim.

Santo bar que me embriaga
Do inverno até o outono
Me faz pensar que sou homem
Mas o meu não tem mais dono.
Sinto as vistas tremendo
Falta-me álcool nas veias
Passo um dia nas ruas
E uns outros na cadeia.
A família me despreza
Sou igual a um cão sem dono
Na hora que o bar fecha
Vou pra rua no abandono.
De manhã quando eu acordo
A vida parece louca
Acordo sempre mijado
Com cachorros me lambendo
A boca.

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Casamento caipira 3

Padre: Boa noite senhores e senhoras. Se aproximem os noivos para darmos início à cerimônia.

Noivo: Sirimõia é ua coisa qui iela num cuiessi, seu padi.

Mãe da Noiva: Laigui di cunvessa fiada seu bocó i agardessa a Deus te incrontado uã besta qui caiu na sua lábia , seu fiota.

Mãe do noivo: Era só u qui fartava in riba da terra. Arrepari mermo se meu fio Vardivino é do teu panu pa mode si trocar cum tu, amalera impombada.

Padre: Silêcio!!! Tenham calma. Precisamos acabar com a violência. O mundo só será melhor quando as famílias souberem viver a paz e o amor.

Pai da Noiva: Mi adiscuipi sua incelência, mar u siôr num é pai i num sabi di qui qualidade fica ur bofi du camarada qui vê sua fia mitida cum elemento dessa laia; i tê qui sirrí di denti iscangaiado cuma si tudo fosse paiz i amô.Só sabi quem comi du bucadu, seu padi.

Pai do Noivo: Arrepari quem fala!Quem vê diz qui é genti. Puvera Deus que meu fio num tivesse si acoloiado cum sua fia Ginuveva.

Noivo: Num si meta naum pai! A vida é minha. I ieu num queru ninguém meteno a cuié adonde num foi chamadu, adonde num lhi cabi. Padre: Que modos são estes, rapaz! Respeite seu Pai. E o senhor, seu Genaro, procure orientar seu filho para viver em harmonia com a esposa. Ela lhe será dada em matrimônio diante de Deus e merece ser tratada com respeito e jamais com violência. Quanto às duas famílias, procurem fazer amizade para dar o bom exemplo aos seus filhos e aos netos que com a benção de Deus virão.

Mãe do noivo: Arriégua! U caba dá o fio de mão beijada a essa catrevaji i ainda pu riba í bajulá. Num digu qui fio fais a genti inguli fogo e arrotá brasa. A genti veve pus fio i purisso si vê na obrigação de passá pu maur pedaçu.

Mãe da noiva: Teu fio lava a iégua in si casá cum Ginuveva. Adondi iele ia dá di mão di ua muié mair mio?

Noivo: Mãi! Dona Juvelina! Acabi cum essa cunfusão. Só Deus fais ieu arredá da dicisão qui tumei, i mais ninguém. Padrinho: Meu povu ! num boti issu pa modi render mais naum! Arrespeiti o padi i us cunvidadu. Madrinha :Apalaça aí seu padi qui a noiva vai entrane. (A noiva entra)

Mãe do Noivo: Cruz credu!!! Nunca mi passou na menti di tê qui ingulí ua dessa. Só Deus sabe i ieu sintu.

Padre: Valdevino, aceita Genoveva como sua legítima esposa?

Noivo: (olha para trás e diz : manera aí meu sôgu, o cabo du 38 tá me furanu u ispiaço) Diz: Sim, seu padi, aceitu (diz baixinho: Sem querer, querendo)

Padre : E você Genoveva, aceita Valdevino como esposo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até a mortes lhes separe?

A Noiva: (toda sorridente) Sim siôr padi.Aceitu sim.( disfarçada sopra …que alívu !!! Até qui infim !!!)

O Noivo: (baixinho)Tu num presta mais ieu ti amo, disgraçada.

Padre: O Sacramento é indissolúvel. Quem pecou , não peque mais(olhando para Ginuveva). É preciso perdoar as faltas um do outro para viverem felizes. Cada um desejando fazer a felicidade do outro. Quem casa deve aceitar o cônjuge e sua família.

Noivo: isbarra aí, seu padi! Tá bom! Já basta! Nois qué agora é cumê da festa, si divistí, i adispois si arritirá e dizer:infim sóis. Madrinha: Viva ur noivo!!! Paima pur nubente.!!! Padrinhos :Puxa o foli, cumpadi!!! Arrasta u pé! Vumbora festejá o casóro.

Todos: Viva ur noivo !! Viva!!!

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Casamento caipira 2

Mãe da noiva: Eu falei, Chiquinha, pro cê num piscá prece jacu. Prá piscá
pra argum rapaiz bunito da cidade. Agora que o seu pai viu, vai fazê ocê casá
cum esse bocó.
Noiva: Mais mãe, eu tava piscano pro rapais rico, mais o pai
tava bêbo e achô qui era pra esse jacu. E outra coisa, mãe, o moço bunito não
tava nem aí cumigo.
CHEGA O PADRE:
Padre: Bem, quero fazê logo este
casamento, onde é qui tão us noivo?
Mãe da noiva: Padre Romão, espera um
bocadinho que meu marido foi buscá aquele cachorro sarnento do Zé do Brejo nu
buteco do seu Janjão.
CHEGAM OS NOIVOS E O PAI DA NOIVA DISCUTINDO:
Noivo:
Óia aqui seu Chico Facão, já falei mais de mir veiz: Eu num vô casá ca Chiquinha
não. Num tô perparado. E o capado onda num ingordô.
Pai da noiva: Ceis vão
casá sim, já tem tudo pronto, num mandei ocê piscá pra minha fia, que que é uma
moça di respeito.
Noivo: Mas eu num pisquei pra sua fia. É que ela tava
mexeno muito co zóio e eu fui ajudá ela tirá o cisco qui entrô. Num é memo
Chiquinha?
Noiva: O que?Ocê pára di bestera, Zé do Brejo, óia lá o qui vai
faláÓia lá heim!
Pai da noiva: (Junta o noivo pelo braço) Fala qui num vai
casá, Zá do Brejo, fala!
Mãe do noivo: Chico Facão, larga meu fio, qui eu
criei ele tão bem pra casá com essa feiosa qui nem lava os pé pra
durmi.
Noiva: É Mintira, é mintira. A sinhora, dono Binita, tá levantano
farso di mim.
Mãe do noivo: Sua galinha d’angola da cara pintadinha.
Assanhada! Regatera! Não é verdade Mariquinha
Irmã do noivo (Mariquinha): É
isso memo mãe, não deixe barato, Ela só que a herança dele. Sua zóio
arregalado!
Noiva: É mintira pessoar. Ele não têm dinheiro nenhum e além di
tudu, é muito feio. Parece um galo di briga arrepiado!
A NOIVA
CHORA:
Irmã do noivo: Fica queta minina, que feia é ocê e a sua famia
intera.
Mãe da noiva: Sua vaca, ocê tá falano mar da minha princesa?
Pai
da noiva: (BATE PALMAS E DIZ) Vamo acabá logo cum essa baruiera e casá os dois!
Padre: Vamo começá o casamento logo, qui eu tenho qui eu tô cum fome.
Silêncio pessoar!
Noiva: (PÕE AS MÃOS PARA O CÉU E AGRADECE) Até qui enfim vô
disincaiá. Qui belezura! Brigado, Santo Antonho!
Padre: Zé do Brejo, oce
aceita casá com Chiquinha?
Noivo: É, num tem outro jeito memo. Então eu
caso.
Padre: E ocê Chiquinha, aceita casá co seu Zé do Brejo?
Noiva:
Craro, eu num sô troxa,
Pai da Noiva: Casa esses dois logo, Padre Romão,
antes que o noivo fuja!
Padre: Então ceis tão casados!
Noivo e Noiva: Amém
seu Padre!
TODOS SE ORGANIZAM: NOIVOS JUNTOS. CADA PAI E MÃE PERTO DE SEUS
FILHOS E AS IRMÃS PERTO DOS PAIS.
Mãe da noiva: É bão ocê num passá perto do
meu marido di novo, sinão eu vô te batê. Sua regatera!
Mãe do noivo: Não
Capais qui eu vô querê esse home feio i fidido! Chega meu fio qui vai casá cum
essa feiosa!
A NOIVA CHORA:
Mãe da noiva: Não chora não! Despois eu
insino pro ocê como é que se induca uma sogra!
Padre: (Irritado) Fiquem
quietas, vamo fazê logo esse casamento. Dona Chiquinha, aceita Seu Zé do Brejo
como seu marido, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte
leve argum dos dois pro sumitério?
Noiva: (sorridente) É craro qui sim, seu
padre…
O NOIVO SE AFASTA COM MEDO.
Padre: Senhor Zé do Brejo, aceita
dona Chiquinha como sua esposa, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
até que a morte leve argum dos dois pro sumitério?
O NOIVO OLHA O PAI DA
NOIVA, ELE ARREGALA OS OLHOS AMEAÇANDO-O, A SEGUIR, O NOIVO OLHA PARA A MÃE DA
NOIVA. ELA PÕE A MÃO NA CINTURA E BATE O PÉ.
Noivo: Sim, seu Padre. ë com
todo o gosto
Padre: Intão não tem mais jeito, ocêis já Estão casado! I nada
di beijá a noiva, pra módi não escandalizá ninguém!
A MÃE DA NOIVA
DESMAIA.
O PAI DA NOIVA SOCORRE.
Pai da noiva: Januária. Ô meu Deus, será
qui ela vai morrê bem agora?
A MÃE DA NOIVA SE LEVANTA SE ABANANDO.
Mãe
da noiva: Ai, qui calor! (abana-se com as mãos )
Mãe do noivo: Num tô gostano
disso!
Irmã do noivo: Liga não, mãe, é frescura dessa véia. Ela tá é quereno
tomá meu marido!
Mãe do noivo: (Puxa o marido pelo braço) Pára di oiá pra
ela, seu véio assanhado!
OS NOIVOS SE ABRANÇAM E CONVIDAM O POVO PARA A
FESTANÇA.
Noivo: E agora, pessoar, Vamos pras festança. Todo mundo
dançano.
Noiva: Viva Santo Antonho! (três vezes)
TODOS: Viva
TODOS EM
PAR COMEÇAM A DANÇAR. (O padre dança com a irmã do noivo)

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Casamento caipira

Casamento caipira Personagens: noiva Noivo Pai da
noiva Mãe da noiva Padre Sacristão Padrinhos Capangas do pai da noiva Pais do
noivo

Início: padre disfarçando…bebe vinho escondido…
Depois, anda em frente ao altar impaciente.

__Pru que será que esse povo num aparece? Inté parece que num qué casá!
Chega o sacristão correndo atrasado:

__ Pois é. Seu Padre, a bença! Cume? Drumiu mió essa noite?

__Pára cum isso, seu bobo! Preguntá seu bibi mió essa noite? Vê se pode
umas coisa dessa? Cabô memo o respeito!

__Ahá! Lá vem eles! Já num era sem tempo. Entra a comitiva. A noiva com o
pai, seguida dos padrinhos e dos pais do noivo. Entra a mãe da noiva chorando
alto

Pai da noiva: __Cala a boca, muié! Minha fia casa hoje de quarqué jeito.
Nem que seja com o sinhô sacristão.

Sacristão: __Cruz – credo, pé – pé de pato, mangalô, treis veiz.

Pai da noiva: __Cadê o norvo? Adonde que ele tá? A noiva começa a chorar.

Pai da noiva: __Num chora não, minha fia! Vô já dá um jeito nisso!
Macacada! ( os capangas vêm rápido gritando: “Sim sinhô!) Vamo lá buscá o
marvado!!!Vamo!

Mãe da noiva: __Ai, gente! Segura o Zé! Quando esse home fica brabo,
só eu sei o que pode acontecê!

Pai da noiva: __Dexa eu, muié! Ouve-se um tiro ( uma bombinha)

e o noivo começa a gritar: __Me acharo!!!!!!!!! Não! Não!! Num vô! Larga
deu!!!!!!!!!!

A comitiva deixa o noivo arrastado no altar.

Padre: __Bão! Quem é que qué casá, memo?

Sacristão: __É a Maria da Conceição cum o Jorjão Bem-Aventurado!

Jorjão: __Ispera aí! Ocê isqueceu do resto! Meu nome é Jorjão
Bem-Aventurado Sem Pecado Azortal Batizado da Silva Escaderado!!
Éééééééééé!!!!!!!!!!

Padre: __Bão! O sinhô Jorjão Bem Aventurado Sem Pecado Azortal
Batizado da Silva Escaderado!! É de gosto se casá Cum a Maria da Conceição?

Jorjão: __Bão, seu padre! Eu num quiria não. Mas já que é para o bem de
todos e felicidade gerar da nação: diga ao povo que eu caso cá Maria da
Conceição!

Padre: __E ocê, minha fia?

Mãe da noiva: __Minha fia, não, sô padre! O sinhô tem que falá o nome
compreto da minha fia.Nóis tivemo tanto trabaio pra iscoiê e é tão bunitu, né sô
padre! Aiiiiiiiiiii, minha fia!!! Eu num vô agüenta ficá sem ocê!

Jorjão: __Ah, minha sogra! Eu num vô memo é agüentá ficá cum
ocê.

Padre: __Bão! A sinhorita Maria da Conceição Aparecida na Viagem de
São João! É de gosto se casá Cum o Jorjão Bem-Aventurado Sem Pecado Azortal
Batizado da Silva Escaderado?

Noiva: __Siiiiiiiiiiiim, seu padre!!! É o maió gosto da minha vida!!!
Faiz tempo que eu e o Jorjão se arresorvemo se casá, mais nóis tava cum vergonha
de falá, né, Jorjão?

Jorjão: __Ah, eu tava memo é cum vergonha de te apresentá!

Noiva: __Aiiiiiiii! Cume que eu posso me casá cum arguém que tem vergonha
de me apresentá?

Jorjão: __Ai, meu Deus! Num chora não, meu bem! Eu gosto muito de ocê
e nóis cada dia vai mais se gostá!

Padre: __Bão, traveiz!! Eu decraro oceis casado pra sempre! Pra nunca mais
me amolá! Capetada dos inferno! Vão pro baile se assanhá! Vamo! Anda logo! Some
daqui!

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Textos para Casamento Caipira

Após algumas pesquisas, coletei alguns textos para o casamento caipira.

Padre – A noiva tá chegando! Vamo batê parma pr’ela,
pessoar!!! Cadê o noivo ???

Noiva Ai mãe, ele num vem,
acho que vou dismaiá… (simula um desmaio e é acudida pela mãe e pela madrinha.
O pai da noiva faz um sinal para o delegado se aproximar e cochicha alguma coisa
em seu ouvido. O delegado concorda com a cabeça.)

Delegado – Pera aí seu padre;
eu já vô buscá ele. (sai acompanhado por dois soldados armados de espingarda e
cassetetes. Em seguida entra o noivo encurralado pelo delegado, que permanece no
altar, grande parte da cerimônia, para que o “condenado” não fuja.)

Padre – Bão, vamo começá logo esse casório. Ocê, Ciquinha
Dengosa, promete, de coração, prá marido toda vida, o Pedrinho Foguetão?

Noiva – Mas que pregunta
isquisita seu vigário faz prá mim… Eu vim aqui mais o Pedrinho num foi prá
dizê que sim???

Padre – E ocê Pedrinho, que me olha assim tão prosa, qué
mesmo prá sua esposa a Sinhá Chiquinha Dengosa?

Noivo – Num havia de querê, num
é essa minha opinião mas, se não caso com a Chiquinha , vô direto pro caixão…
(diz isso olhando de esguelha para o delegado, que segura uma espingarda)

Padre – Então, em nome do cravo e do manjericão, caso a
Chiquinha Dengosa com o Pedrinho Foguetão! E Viva os noivos!Convidados – VIVA!!!
(conforme os noivos passam, os convidados jogam arroz)Padre – E vamo pro baile,
pessoar!!!”

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